quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O FNRU, luta pela Reforma Urbana, e, uma de suas importantes conquistas foi a criação do Ministério das Cidades...

... o MINISTÉRIO, visando uma gestão democrática das Cidades,
utiliza-se de dois instrumentos...

... as CONFERÊNCIAS, para discutir as políticas públicas
com participação da sociedade...

... e o CONSELHO, para fiscalizar e executar
o que apontaram as Conferências.


Fórum Nacional de Reforma Urbana – FNRU
(
www.forumreformaurbana.org.br) é o resultado da articulação de organizações dos movimentos populares, associações de classes, ONGs e instituições de pesquisa, buscando promover a REFORMA URBANA nas cidades brasileiras desde 1987. Organizado em todas regiões do Brasil, pretende mobilizar pessoas e entidades para lutar por políticas que garantam direitos básicos como moradia de qualidade, água e saneamento, transporte acessível e eficiente.
Fundamenta-se em 3 princípios:

Direito a Cidade;
Gestão Democrática das Cidades;
Função Social da Cidade e da Propriedade.

Participam do Fórum entidades e pessoas importantes como Raquel Rolnik e Ermínia Maricato, Instituto Polis (SP), Observatório das Metrópoles (RJ) e a FASE (ONG carioca). Importantes entidades dos movimentos populares: Central dos Movimentos Populares (CMP), Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), Movimento Nacional por Luta pela Moradia (MNLN), União Nacional por Moradia Popular (UNMP) e entidades políticas da esfera da Arquitetura: Federação Nacional dos Arquitetos (FNA), Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura (ABEA) e a FENEA. Dentre outras, num total de 22 entidades.
Dentre suas principais conquistas estão: a inserção da questão urbana na Constituição Federal (1988); o Estatuto de Cidade (2001); Ministério das Cidades (2003) e mais recentemente o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social.

Ministério das Cidades
(
www.cidades.gov.br) criado em 1º de janeiro de 2003, contempla uma antiga reivindicação dos movimentos sociais de luta pela REFORMA URBANA, sendo competente pela política de desenvolvimento urbano e políticas setoriais de habitação, saneamento ambiental, transporte urbano e trânsito.
Busca a definição de uma Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) em consonância com os demais entes federativos (municípios e estados), demais poderes do Estado (legislativo e judiciário) além da participação da sociedade civil (movimentos sociais, ONGs, setores privados, organizações de classes) visando a coordenação e a integração dos investimentos e ações nas cidades brasileiras.

Conferências das Cidades

Parte da estrutura do Ministério das Cidades, são o momento de ouvir e discutir as propostas de políticas públicas junto à sociedade, representando uma opção por planejar coletivamente a construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU).
Cada Conferência dá diretrizes para a sua respectiva instância (Municipal, Estadual e Nacional) e elege delegado para a instância seguinte. Ou seja:

Conferências Municipais:
Todos têm o direito de participar
Discute as políticas do município
Encaminha propostas de âmbito Estadual, Regional e Nacional, para as Conferências Estadual e Nacional.

Conferências Estaduais:
Só participam delegados eleitos nas Conferências Municipais
Discutem políticas Regionais e Estaduais
Encaminha propostas de âmbito Nacional

Conferência Nacional:
Só participam delegados eleitos nas Conferências Estaduais
Reúne as principais propostas e discussões vindas de todo o país, formulando uma política pública Nacional, no que diz respeito às Cidades.

A 1ª Conferência Nacional das Cidades (2003) direcionou as políticas setoriais desenvolvidas pelo Ministério– habitação, saneamento ambiental, mobilidade urbana e planejamento e gestão do solo urbano. Aprovou atribuições, estabeleceu a composição e elegeu as entidades que fizeram parte da 1ª gestão do Conselho das Cidades.
A 2ª Conferência Nacional das Cidades (2005) avançou no debate ampliando a discussão da política para temas transversais, como a participação e o controle social, a questão federativa, o desenvolvimento regional urbano e metropolitano e o financiamento do desenvolvimento urbano.
A 3ª Conferência será realizada entre 25 e 29 de novembro de 2007 com o Lema “Desenvolvimento urbano com participação popular e justiça social” e o Tema “Avançando na gestão democrática das cidades”. Dando continuidade a construção do PNDU, pretende abordar temas relacionados ao cotidiano da gestão do poder público nas três esferas de governo. Como nas anteriores, será necessária a mobilização por parte dos governos (municipais e estaduais) e da sociedade civil para que sejam realizadas as etapas preparatórias.

Conselho das Cidades
É um instrumento de gestão democrática, que assegura a participação cidadã nas decisões sobre as políticas públicas. Órgão colegiado de natureza deliberativa e consultiva, tem como finalidade estudar e propor diretrizes para a formulação e implementação da PNDU, bem como acompanhar a sua execução. Viabiliza o debate contínuo em torno da Política Urbana, respeitando a autonomia e as especificidades dos segmentos que o compõem, tais como: setor produtivo; movimentos sociais; ONGs; entidades profissionais, acadêmicas e de pesquisa; entidades sindicais e órgãos governamentais.
Eleito nas Conferências Nacionais das Cidades, atualmente é constituído por 86 titulares – 49 representantes de segmentos da sociedade civil e 37 dos poderes públicos federal, estadual e municipal – além de 86 suplentes, com mandato de dois anos e 09 observadores representantes dos governos estaduais. Fazem parte, dentre outros, a ABCP e CIBIC (segmento empresarial); IAB, ABEA e CONFEA (acadêmicos, profissionais e de pesquisa); FNA (trabalhadores); UNLM, CONAM, CMP (movimentos sociais) e a FASE (ONG).
As diferentes origens e a tradição de atuação no desenvolvimento urbano, possibilitam aos órgãos e entidades do ConCidades uma atuação articuladora e de negociação política, de ação propositiva e qualidade técnica nos debates, tendo sempre como referência as deliberações das Conferências Nacionais das Cidades.

Nenhum comentário:

Postar um comentário